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Como a Terapia me Ajuda na Busca pelo meu Equilíbrio

Compartilhei em alguns posts o quanto a terapia tem me ajudado em muitos assuntos, mas principalmente, no resgate de quem sou. O que você ainda não sabe é que até pouco tempo atrás, eu era a pessoa que pensava:


"Pra que terapia? Na minha cabeça, não faz sentido sentar em frente à uma pessoa que não conheço e falar sobre a minha vida. Não, eu não preciso disso"

Quanta ignorância...


E claro que a vida dá reviravoltas e nos ensina constantemente: em 2015, prestes a fazer 30 anos (sem fazer contas sobre a minha idade, ok? rs), eu passei por uma crise existencial que eu ouvir dizer ser muito comum nessa fase. E sinceramente, foi um divisor de águas para mim!


Foi a partir desta crise que comecei a buscar mais informações e conhecimento sobre desenvolvimento pessoal e profissional, a querer olhar internamente como nunca eu tinha feito antes, mas ao mesmo tempo e inconscientemente, isso me causava medo, pois eu não sabia com o que eu poderia lidar, o que poderia despertar em mim.


Se você leu meus posts anteriores, vai lembrar da "caixinha de Pandora" que comentei. Pois bem, o medo era do que viria quando essa caixinha abrisse...


Voltando à crença que eu tinha sobre a terapia, é possível entender o que havia por trás dessa indagação: no fundo, eu sabia que haviam muitos sentimentos reprimidos e que, uma vez, que eu começasse a lidar com isso, abriria-se um caminho muito doloroso e desconhecido para mim.


Eu vim amadurecendo o meu conceito sobre terapia, conforme eu absorvia conhecimento sobre autoconhecimento, autoconsciência e desenvolvimento pessoal.


E como eu disse, a vida nos ensina constantemente: nas primeiras semanas do isolamento, eu surtei. Não me reconhecia mais como mãe, esposa ou pessoa e a vontade que eu tinha era de fugir. E não era "só" sobre a perda da liberdade de ir e vir, na verdade, foi a partir disso que a minha caixinha de Pandora se escancarou.


Lembro exatamente do momento em que perdi a cabeça com o meu filho e segundos depois, entender o quão horrível foi a minha reação e o quanto eu estava fora de mim. Pedi desculpas à ele, expliquei toda a situação e disse para o marido "Vou fazer terapia. Preciso entender o que está acontecendo comigo"


Algumas pessoas já vinham me falando também sobre os benefícios da terapia e sugeriram que eu buscasse ajuda, mas eu sempre entrava naquele meu modus operandi "não posso pensar em mim agora, pois outra pessoa precisa de mim" e deixava a minha necessidade de lado.


Mas quando eu realmente me dei conta do quão prejudicial isso estava para a minha relação com o filho e marido, falei NÃO para a minha negligência e SIM para as minhas necessidades. Foi quando eu, finalmente, pedi ajuda e comecei a terapia. E agora, retifico totalmente o que eu disse e digo:


Terapia é o melhor investimento da vida!

E não estou me referindo ao dinheiro aqui...


Acho que se todos tivessem a oportunidade de fazer ou de pelo menos, buscar cada vez mais o autoconhecimento e a evolução da autoconsciência, independente da forma, o mundo seria infinitamente melhor, pois entendi que, a partir do momento que passei a olhar mais para mim, comecei também a olhar e entender mais o outro e assim, o mundo. Muito louco, não é?


O meu compartilhamento todo aqui é para incentivar você, independente da sua situação ou condição, a buscar ajuda e assim como disse no post "O Peso e a Responsabilidade de Ser Forte": isso não é sinônimo de fraqueza, pelo contrário, exige muita coragem mostrar a sua vulnerabilidade numa sociedade cheia de estereótipos e uma vida de aparências (vide redes sociais).


E não me refiro a pagar um profissional para isso, mas procurar ajuda da forma mais próxima e acessível para você, mas não deixe isso de lado, peça ajuda! Eu negligenciei muito esse pedido de socorro interno e tive que chegar em extremos para entender que eu não posso fazer tudo e muito menos sozinha.


Eu ainda estou no início dessa jornada, tenho muitas amarras para me desprender, muitas crenças para ressignificar e muito aprendizado pela frente, mas acredite: já vejo muitas mudanças em mim e ao meu redor. Tem sido libertador!