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Como Organizar a Vida Financeira Pessoal – Parte I (Desapego)

Se você já acompanhava os meus textos e leu o meu post “Como Organizar a Rotina Pessoal e do Trabalho”, você vai perceber que eu repito, sempre que posso, que organização é ter todas as vírgulas da sua vida no seu devido lugar. Não!

Lembre sempre disso: Organização é Autoconhecimento!

“Mesmo a organização financeira??” Inclusive esta!

E independente do seu momento ou da economia do país, organizar as suas finanças significa alcançar a liberdade de escolher o que fazer ou não com o seu dinheiro ou o dinheiro da empresa. É não ter que apagar incêndios o tempo todo. Entende a diferença?

Por isso, vou começar uma série de posts falando sobre isso para que você tenha alguns dias para analisar e executar melhor cada item que abordaremos, combinado?

Portanto, começo essa série com o Desapego. E não estou aqui para fazer o papel de Marie Kondo que, aliás, eu admiro muito o trabalho dela, mas não vem ao caso agora. O meu intuito é compartilhar como eu mesma faço na minha vida.

E para mim, sinceramente, desapegar não significa que eu vivo uma vida minimalista, que a minha casa não tem bagunça e tralhas ou muito menos que sou uma pessoa fria e calculista. Não!

Desapego para mim foi e é um processo de autoconhecimento (sim, você vai ver muito essa palavra por aqui!). Com isso e foi a partir do momento que entendi que as coisas são transitórias e temporárias que eu entendi que muitas coisas eu não precisava manter e que era hora de seguir em frente, para que outras coisas pudessem chegar à minha vida.

E como avaliar isso?

Vou compartilhar o passo a passo de como funciona esse processo de desapego comigo:

1) Dou uma olhada nas minhas coisas, documentos, arquivos digitais, enfim, tudo! Verifico o que eu quero organizar e assim, tenho uma noção da quantidade de coisas ou cômodos que preciso organizar.

2) Com base no primeiro item, reservo os dias e tempo necessários para fazer essa arrumação. Sim, eu anoto na agenda para não esquecer e me programar com relação a outros compromissos do dia e semana!

3) E vamos começar! Ao pegar cada item, penso qual foi a última vez que usei. Faz mais de 1 ano? Então, vai para doação ou lixo. Geralmente, se não faz falta em 1 ano, não fará mais falta.

4) Se tiver um item com uma memória afetiva muito forte, tento entender se a lembrança está em mim ou no objeto em si e se realmente vale a pena guardar. Se ainda assim eu achar que vale, eu mantenho.

5) Desfaço do lixo e das doações o mais rápido possível, pois a probabilidade, principalmente, de algum item que coloquei para doação voltar para a minha casa é muito grande.

Sobre o item 4, parece ser algo simples de ser feito, mas eu sei que não é. Porém, como eu disse, é um processo de autoconhecimento…

…a sua casa é reflexo da sua mente e do seu estado emocional. Já parou para observar isso?

Então, se possível, aproveite esse período e leve o tempo que levar, para refletir sobre o que você tem, como você se sente e como você quer se sentir quando olhar para a sua casa e suas coisas. 

Já vi pessoas guardarem muitas peças de roupas do ente querido que partiu, mas não usar nenhuma delas. Então, ao invés de guardar tudo, por que não manter 2 ou 3 peças?

Para mim, por exemplo, apesar até da facilidade que eu tenho para me desfazer de itens de memória afetiva, fotos são itens não negociáveis.

Portanto, a proposta do desapego não é se desfazer de tudo, mas sim daquilo que já não faz mais parte da sua vida atualmente, pois outra pessoas pode utilizar melhor a sua doação e você abre espaço e as portas da sua vida e sua casa para outras coisas novas e melhores virem. 

Enfim, esse é o passo a passo que eu faço e não é o mais correto, mas sim o modo que melhor funciona para o meu caso, a minha casa e minha família. O intuito aqui é incentivar você a começar esta organização do zero, para tirar tudo o que puder do lugar, dar o devido destino para cada coisa e organizar o que ficar, independente de como, quando e com quem você fará isso. Combinado?

Eu gravei o vídeo abaixo sobre o assunto há alguns anos, mas a sugestão pode ser executada a qualquer hora.


Espero ter te ajudado e no próximo post dessa série, separe as contas, tenha fácil acesso aos extratos bancários e/ou faturas de cartão de crédito.

Vamos fazer uma análise das (temidas) despesas, mas sem pânico!

É melhor analisar e saber o que você tem em mãos agora, para tomar as decisões necessárias daqui para frente do que agir no escuro. Te vejo no próximo post!

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