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Estamos Silenciosamente Doentes. Sabe por quê?

Depois de uma conversa com a minha cunhada essa semana e o texto compartilhado pelo meu cunhado no Facebook, “A incapacidade de parar é uma forma de depressão” do blog Dharmalog, fiquei questionando o quanto nós estamos doentes hoje em dia.

‘Nós’, porque generalizo mesmo a situação, o que não quer dizer que ocorra com todos. ‘Doentes’ no sentido psicológico, a ponto de afetar direta e fortemente nossas emoções e ações.

“…quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante.” (Nilton Bonder)

Parei para pensar em tantas outras exigências e padrões atuais da sociedade (e eu me incluo nessa também) que estão tão invertidos e controversos atualmente e que têm nos deixado doentes.

  1. Ter seu próprio negócio e/ou trabalhar em casa significa ser feliz e bem sucedido. Trabalhar para os outros, não.

  2. “Mostrar serviço” é virar noites em claro trabalhando. Cumprir a carga horária de trabalho e ir para casa é resumir que o dia de trabalho não foi produtivo porque você saiu “cedo”.

  3. Tem que ser uma profissional bem sucedida(o), esposa/marido, filha(o), dona(o) de casa, mãe/pai, amiga(o), entre outras funções.

  4. Sucesso é ter uma casa ou apartamento grande, o carro do ano, viajar pelo menos 1 vez por ano, etc.

E eu poderia listar várias, mas você, assim como eu, já deve ter lembrado de muitas outras questões que envolvem o seu cotidiano ou aqueles que te cercam e que impactam negativamente nossas vidas.

Claramente nada disso tem feito bem para o ser humano, por mais que seja aplicado no dia a dia atualmente, pois estudos dizem que nunca houve uma época em que tantas pessoas estão tão doentes psicologicamente.

Também pudera! Com tantos “você tem que…” ou “você não tem que…”, vivemos uma época de frustrações e não é com uma coisa ou outra, é com a vida! Vivemos num constante vai e vem de pensamentos e ações entre o hoje e o amanhã, mas quando paramos para refletir, nos frustramos por não ter aproveitado o hoje e também por não ter planejado o amanhã. 

Por isso, conhecemos, vemos e somos pessoas cada vez mais preocupadas, ansiosas e depressivas. Não ter tempo, passar mais do que seu horário trabalhando, não ter tempo para se cuidar, entre outras coisas, não é normal!!

Precisamos de uma pausa todos os dias. Precisamos nos cuidar. Precisamos olhar mais para o nosso interior, para aquilo que verdadeiramente queremos. No vídeo dessa semana, eu falei sobre a diferença entre se ocupar e ser produtivo e é exatamente aí que as empresas, a sociedade, NÓS estamos errando e nos sobrecarregando, não só fisicamente, mas mentalmente.

O que mais tenho ouvido das pessoas, quando procuram o Coaching, é “Não sei o que fazer da minha vida” ou “Não sei o que quero para a minha vida”. E me assusta pensar até que ponto vamos chegar para perceber que todas essas exigências e parâmetros de sucesso e felicidade atuais estão nos deixando cada vez mais doentes.

O alcance dos nossos objetivos só depende de nós? Com certeza, mas porque alguém disse que para ser feliz ou ter sucesso, você tem que fazer determinadas coisas, não quer dizer que isso sirva para você. Felicidade é relativo. Sucesso é relativo.

Por isso tudo, vim fazer um pedido, de coração, para você: pare alguns minutos para refletir, independentemente da sua situação. O que VOCÊ espera para a sua vida? Você, não o que os outros esperam de você.

Está na dúvida se vai dar certo ou não? Então, liste (escreva mesmo para visualizar o cenário) todos os prós e contras e faça um balanço disso. Tenho certeza que você fará a melhor escolha para a sua vida. Lembre-se: ninguém mais pode fazer isso por você 😉 

E claro, qualquer emoção, reação ou comportamento que você sinta que é diferente e novo em si mesmo, não hesite. Peça ajuda! Não é errado pedir ajuda! O errado é você deixar de viver a sua vida, por conta do que os outros vão pensar ou do que eles esperam de você. 

voce-e-o-que-e-ou-o-que-os-outros-esperam

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